Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas nele o teu cuidado, e cada manhã o visites, e cada momento o ponhas à prova? Job 7:17 e 18
Hoje de manhã, enquanto eu ajeitava os suportes das favas na minha horta, percebi que aqui e ali havia umas gavinhas que se arrastavam pelo chão, em vez de subirem pelas hastes de apoio que eu tinha cravado na terra. Parei em cada uma delas para as ajudar a agarrarem-se ao suporte que eu tinha colocado ali para esse fim. Precisei de fazê-lo com a maior delicadeza, pois as gavinhas são facilmente danificadas ou quebradas.
Esse facto deixou-me pensativo. Assim como ajudei as gavinhas a enroscarem-se no suporte provido para elas, assim o Agricultor celestial viu a caída família terrestre tentar em vão erguer-se pela sua própria sabedoria e força. Com infinita compaixão, enviou o Seu único Filho para assumir a nossa natureza e prestar-nos ajuda e orientação de que tanto necessitávamos.
Antes, Ele já tinha dado um livro de orientações, mas agora veio pessoalmente mostrar-nos como proceder ao reerguimento.
O Livro de orientações admoesta: "Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas." Provérbios 3:5 e 6.
São muitas as possibilidades colocadas diante da raça caída! Através do Seu Filho, Deus revelou a altura que o homem é capaz de atingir. Através dos méritos de Cristo, o homem pode ser erguido do seu estado depravado; pode ser purificado e tornado mais precioso do que o ouro de Ofir. "Mais elevado do que o sumo pensamento humano pode atingir, é o ideal de Deus para com os Seus filhos. A santidade, ou seja, a semelhança com Deus, é o alvo a ser atingido." - Educação, pág. 18.
"Temos o privilégio de ser dirigidos por um sábio Conselheiro. Deus pode tornar homens humildes em poderosos no Seu serviço. Aqueles que atendem ao chamado do dever, desenvolvendo o mais possível as suas aptidões, podem estar certos de receber assistência divina. Os anjos virão como mensageiros de luz para ajudar os que fazem o possível da sua parte, e depois confiam que Deus coopera com os seus esforços." - Obreiros Evangélicos, pág. 79.
O autor, Donald E. Mansell nasceu no Brasil, filho de missionários. Aos 7 anos de idade a família mudou-se para a Madeira e depois Açores. Mais tarde, a caminho de Moçambique e ao fazerem escala em Manila, pouco depois do ataque a Pearl Harbor, foram feitos prisioneiros pelos japoneses tendo estado em diferentes lugares da ilha de Luzon até serem libertos em 1945. Fez Licenciatura e Mestrado em Teologia nos EUA. Foi Pastor, Professor, Redactor. Livro editado pela Publicadora Atlântico em 1999.
sábado, 30 de junho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
CUIDADO COM OS ROUBOS
Conserva a que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Apocalipse 3:11
Há muitos anos, um casal mudou-se para outro Estado à procura de uma vida melhor. Compraram uma pequena propriedade rural. Aconteceu que o solo era menos produtivo do que esperavam, e a água sabia mal. Com o tempo, entretanto, acostumaram-se ao gosto da água.
Um dia, dois viajantes sedentos passaram por ali e pediram água para beber. Enquanto o agricultor conversava com eles, a sua esposa foi tirar água do poço e deu-lhes um copo cheio. Um deles despejou um pouco da água numa garrafa. A esposa teve a curiosidade de saber porque é que ele tinha feito aquilo, mas logo tirou a ideia da cabeça.
Os meses passaram-se. Os mesmos dois homens voltaram. Desta vez, fizeram a proposta de comprar a propriedade. A oferta parecia muito razoável. Afinal de contas, a colheita mal justificava o trabalho e o que se investia na terra. Certos de que estavam a fazer um óptimo negócio, concordaram em vender aquele lugar miserável. Só mais tarde é que descobriram que sob os seus pés havia um rico depósito de petróleo que os teria deixado ricos para o resto da vida. O copo de água tinha sido a amostra que os dois estranhos levaram e que provou haver petróleo naquele subsolo.
A Bíblia é como uma quinta. Dentro das suas divisas existe um vasto depósito de verdade (ver João 5:39). O problema é que muitos que possuem o Livro, nunca cavam suficientemente fundo para compreender a sua mensagem e aplicá-la à vida. Assim como aquele casal de agricultores, mal revolvem a superfície.
Não é nenhuma surpresa, portanto, que essas pessoas, como os ouvintes à beira do caminho na parábola do semeador (ver Mateus 13:4), permitam que os críticos da Bíblia, que professam ultrapassar em sabedoria o que está escrito (ver 1 Coríntios 4:6), venham e lhes roubem o que de mais precioso há no mundo todo - a vida eterna.
Se você e eu quisermos descobrir os ricos depósitos da verdade ocultos na Bíblia, precisamos de cavar bem fundo e não meramente raspar a superfície. Se o fizermos com oração e espírito submisso de quem quer aprender, seremos guiados pelo Espírito Santo às ricas jazidas da verdade. Leia João 16:13 e 1 Coríntios 2:10.
Há muitos anos, um casal mudou-se para outro Estado à procura de uma vida melhor. Compraram uma pequena propriedade rural. Aconteceu que o solo era menos produtivo do que esperavam, e a água sabia mal. Com o tempo, entretanto, acostumaram-se ao gosto da água.
Um dia, dois viajantes sedentos passaram por ali e pediram água para beber. Enquanto o agricultor conversava com eles, a sua esposa foi tirar água do poço e deu-lhes um copo cheio. Um deles despejou um pouco da água numa garrafa. A esposa teve a curiosidade de saber porque é que ele tinha feito aquilo, mas logo tirou a ideia da cabeça.
Os meses passaram-se. Os mesmos dois homens voltaram. Desta vez, fizeram a proposta de comprar a propriedade. A oferta parecia muito razoável. Afinal de contas, a colheita mal justificava o trabalho e o que se investia na terra. Certos de que estavam a fazer um óptimo negócio, concordaram em vender aquele lugar miserável. Só mais tarde é que descobriram que sob os seus pés havia um rico depósito de petróleo que os teria deixado ricos para o resto da vida. O copo de água tinha sido a amostra que os dois estranhos levaram e que provou haver petróleo naquele subsolo.
A Bíblia é como uma quinta. Dentro das suas divisas existe um vasto depósito de verdade (ver João 5:39). O problema é que muitos que possuem o Livro, nunca cavam suficientemente fundo para compreender a sua mensagem e aplicá-la à vida. Assim como aquele casal de agricultores, mal revolvem a superfície.
Não é nenhuma surpresa, portanto, que essas pessoas, como os ouvintes à beira do caminho na parábola do semeador (ver Mateus 13:4), permitam que os críticos da Bíblia, que professam ultrapassar em sabedoria o que está escrito (ver 1 Coríntios 4:6), venham e lhes roubem o que de mais precioso há no mundo todo - a vida eterna.
Se você e eu quisermos descobrir os ricos depósitos da verdade ocultos na Bíblia, precisamos de cavar bem fundo e não meramente raspar a superfície. Se o fizermos com oração e espírito submisso de quem quer aprender, seremos guiados pelo Espírito Santo às ricas jazidas da verdade. Leia João 16:13 e 1 Coríntios 2:10.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
DE ESTORVO A AUXÍLIO
Toma contigo a Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério. 2 Timóteo 4:11
Maria, mãe de Marcos, possuía uma casa em Jerusalém (ver Actos 12:12). A partir deste facto concluímos que a sua família tinha mais recursos que a maioria dos cristãos primitivos. Ele e o seu tio Barnabé acompanharam Paulo na sua primeira viagem missionária. Tudo ia bem, aparentemente, até que chegaram a Panfília; nesse lugar o menino rico e mimado, "afastando-se deles, voltou para Jerusalém".
Chegada a época da Segunda viagem missionária, o tio Barnabé quis dar uma Segunda oportunidade a Marcos. Mas Paulo disse que não. Para falar a verdade, os dois veteranos missionários tiveram "tal desavença que vieram a separar-se". Actos 15:37-41.
Só que esse não foi o fim da história. Durante algum tempo, nós perdemos de vista Marcos, mas em Colossenses 4:10 conseguimos vê-lo de relance, quando Paulo insiste para que os crentes em Colossos o "recebam", e na epístola a Filémon, Paulo refere-se a Marcos como um dos seus cooperadores. Finalmente, na sua última epístola, Paulo instrui Timóteo a levar Marcos com ele para Roma, porque era "útil para o ministério". Obviamente, Marcos tinha deixado de ser um estorvo e passado a ser um auxílio.
Teria essa mudança ocorrido sem o tratamento 'da vara e do doce' que recebeu? Possivelmente não. Marcos parece ter precisado da abordagem da 'vara' por parte de Paulo para chegar a reconhecer as suas limitações; por outro lado, necessitava também do "doce" por parte de Barnabé, para não desistir, afundando no desânimo.
Deus equilibra perfeitamente a justiça e a misericórdia, e essa combinação existe para a nossa salvação.
Para os seres humanos, é difícil demonstrar tanto equilíbrio. Mas às vezes o pai e a mãe, trabalhando em comum acordo, podem exercer algo próximo com a misericórdia e a justiça de Deus, no sentido de efectivamente encaminhar um filho obstinado.
Mas atenção: para ter sucesso garantido, os personagens deste drama precisam de aprender a andar humildemente com o seu Deus (ver Miqueias 6:8).
Maria, mãe de Marcos, possuía uma casa em Jerusalém (ver Actos 12:12). A partir deste facto concluímos que a sua família tinha mais recursos que a maioria dos cristãos primitivos. Ele e o seu tio Barnabé acompanharam Paulo na sua primeira viagem missionária. Tudo ia bem, aparentemente, até que chegaram a Panfília; nesse lugar o menino rico e mimado, "afastando-se deles, voltou para Jerusalém".
Chegada a época da Segunda viagem missionária, o tio Barnabé quis dar uma Segunda oportunidade a Marcos. Mas Paulo disse que não. Para falar a verdade, os dois veteranos missionários tiveram "tal desavença que vieram a separar-se". Actos 15:37-41.
Só que esse não foi o fim da história. Durante algum tempo, nós perdemos de vista Marcos, mas em Colossenses 4:10 conseguimos vê-lo de relance, quando Paulo insiste para que os crentes em Colossos o "recebam", e na epístola a Filémon, Paulo refere-se a Marcos como um dos seus cooperadores. Finalmente, na sua última epístola, Paulo instrui Timóteo a levar Marcos com ele para Roma, porque era "útil para o ministério". Obviamente, Marcos tinha deixado de ser um estorvo e passado a ser um auxílio.
Teria essa mudança ocorrido sem o tratamento 'da vara e do doce' que recebeu? Possivelmente não. Marcos parece ter precisado da abordagem da 'vara' por parte de Paulo para chegar a reconhecer as suas limitações; por outro lado, necessitava também do "doce" por parte de Barnabé, para não desistir, afundando no desânimo.
Deus equilibra perfeitamente a justiça e a misericórdia, e essa combinação existe para a nossa salvação.
Para os seres humanos, é difícil demonstrar tanto equilíbrio. Mas às vezes o pai e a mãe, trabalhando em comum acordo, podem exercer algo próximo com a misericórdia e a justiça de Deus, no sentido de efectivamente encaminhar um filho obstinado.
Mas atenção: para ter sucesso garantido, os personagens deste drama precisam de aprender a andar humildemente com o seu Deus (ver Miqueias 6:8).
quarta-feira, 27 de junho de 2012
NÃO PERMITA QUE A NÉVOA ENCUBRA O SEU ALVO
No meio disto estenderá ele as mãos, como as estende o nadador para nadar; mas o Senhor lhe abaterá a altivez, não obstante a perícia das suas mãos. Isaías 25:11
A natação não é um desporto moderno. Já era praticada pelo menos no tempo de Isaías, e provavelmente bem antes daquela época. O nosso texto pode até indicar que os antigos conheciam o estilo a que hoje chamamos 'crawl' australiano. Eu precisei de aprender este estilo quando treinei para ser salva-vidas na universidade.
Desde que a jovem Gertrude Ederle, de 20 anos de idade, se tornou a primeira mulher a atravessar a nado o Canal da Mancha no dia 6 de Agosto de 1926, as mulheres têm-se esforçado para estabelecer recordes mundiais de natação. Foi assim que, na manhã de 4 de Julho de 1952, Florence Chadwick, de 34 anos de idade, entrou na água em determinado ponto da Ilha de Catalina, decidida a ser a primeira mulher a nadar os 33 quilómetros até Long Beach, Califórnia. (Essa não foi a sua primeira experiência a nadar longas distâncias. Anteriormente ela superara o feito de Ederle, tornando-se a primeira mulher a atravessar o Canal da Mancha nos dois sentidos.)
Chadwick, entretanto, não atingiu o seu objectivo. Naquela manhã a água estava fria e o nevoeiro tão denso que ela mal podia ver os barcos que a acompanhavam. Mas nem o frio nem a fadiga fizeram com que ela desistisse. As horas passavam e ela continuava a nadar. Um pouco antes de chegar à praia, ela desistiu e pediu para ser levada a bordo, embora a sua mãe e o treinador lhe tivessem implorado que continuasse. Ela alegava que simplesmente não conseguia continuar.
Alguns minutos depois de ter desistido, ela descobriu que estava a apenas uns 800 metros da praia. Posteriormente explicou: "Não estou a desculpar-me, mas se eu tivesse conseguido ver a praia, poderia ter chegado até lá." Chadwick foi vencida, não pelo frio ou pela fadiga, mas pelo nevoeiro.
Na vida espiritual existe algo parecido com o nevoeiro. Chama-se incredulidade, mas atende por diversos nomes. Paulo fala dos entendimentos dos incrédulos, que foram cegos (ver 2 Coríntios 4:4). Muitos permitem que a descrença, o cepticismo e o orgulho da opinião própria os tornem cegos. Não permita que isso lhe aconteça. Antes, pela fé, dirija o seu olhar espiritual através do nevoeiro - aquele nevoeiro com o qual o deus deste século encobre o alvo celestial - e prossiga.
A natação não é um desporto moderno. Já era praticada pelo menos no tempo de Isaías, e provavelmente bem antes daquela época. O nosso texto pode até indicar que os antigos conheciam o estilo a que hoje chamamos 'crawl' australiano. Eu precisei de aprender este estilo quando treinei para ser salva-vidas na universidade.
Desde que a jovem Gertrude Ederle, de 20 anos de idade, se tornou a primeira mulher a atravessar a nado o Canal da Mancha no dia 6 de Agosto de 1926, as mulheres têm-se esforçado para estabelecer recordes mundiais de natação. Foi assim que, na manhã de 4 de Julho de 1952, Florence Chadwick, de 34 anos de idade, entrou na água em determinado ponto da Ilha de Catalina, decidida a ser a primeira mulher a nadar os 33 quilómetros até Long Beach, Califórnia. (Essa não foi a sua primeira experiência a nadar longas distâncias. Anteriormente ela superara o feito de Ederle, tornando-se a primeira mulher a atravessar o Canal da Mancha nos dois sentidos.)
Chadwick, entretanto, não atingiu o seu objectivo. Naquela manhã a água estava fria e o nevoeiro tão denso que ela mal podia ver os barcos que a acompanhavam. Mas nem o frio nem a fadiga fizeram com que ela desistisse. As horas passavam e ela continuava a nadar. Um pouco antes de chegar à praia, ela desistiu e pediu para ser levada a bordo, embora a sua mãe e o treinador lhe tivessem implorado que continuasse. Ela alegava que simplesmente não conseguia continuar.
Alguns minutos depois de ter desistido, ela descobriu que estava a apenas uns 800 metros da praia. Posteriormente explicou: "Não estou a desculpar-me, mas se eu tivesse conseguido ver a praia, poderia ter chegado até lá." Chadwick foi vencida, não pelo frio ou pela fadiga, mas pelo nevoeiro.
Na vida espiritual existe algo parecido com o nevoeiro. Chama-se incredulidade, mas atende por diversos nomes. Paulo fala dos entendimentos dos incrédulos, que foram cegos (ver 2 Coríntios 4:4). Muitos permitem que a descrença, o cepticismo e o orgulho da opinião própria os tornem cegos. Não permita que isso lhe aconteça. Antes, pela fé, dirija o seu olhar espiritual através do nevoeiro - aquele nevoeiro com o qual o deus deste século encobre o alvo celestial - e prossiga.
terça-feira, 26 de junho de 2012
SEGUIR A TRADIÇÃO
Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Mateus 15: 8 e 9
O contexto no qual Cristo pronunciou as palavras da passagem acima foi uma discussão com os escribas e fariseus quanto ao facto de os Seus discípulos deixarem de observar a tradição de lavar as mãos antes das refeições. Jesus rebateu essa crítica, apontando a prática deles de permitir que um filho violasse o espírito do quinto mandamento, negando auxílio a um pai necessitado sob a alegação de que os seus bens eram corban (dedicados a Deus): "Porque transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?" Mateus 15:3.
O Dr. Hany Emerson Fosdick, durante muito tempo pastor da igreja de Riverside na cidade de Nova Iorque, relatou certa vez uma história que ilustra como as tradições podem desencaminhar as pessoas. Durante gerações, os membros de certa igreja luterana da Dinamarca dobravam os joelhos sempre que passavam por um determinado lugar na sua catedral. Se alguém lhes perguntasse o motivo dessa prática, eles não tinham explicação melhor a dar senão a de que era 'tradição'.
Finalmente, no início do século XIX, as paredes da igreja foram lixadas como preparação para uma nova pintura e desvendou-se o mistério: descobriu-se uma pintura da Virgem Maria. Está a compreender, antes de a Dinamarca se converter ao luteranismo, a igreja tinha sido uma catedral católica romana, e as pessoas tinham o hábito de curvar-se diante do quadro de Nossa Senhora. Durante mais de 300 anos, aqueles protestantes tinham estado a observar uma tradição contrária aos ensinos dos Dez Mandamentos (ver Êxodo 20:4 e 5).
Mas voltemos ao nosso texto. Não existe nada de intrinsecamente errado na 'tradição' de lavar as mãos antes das refeições. Com efeito, à luz do conhecimento científico moderno, é uma prática excelente. Jesus estava a falar de tradições que afastam alguém da Palavra de Deus. Aqui é necessário haver discriminação. Uma tradição é má se for incoerente com a vontade claramente revelada de Deus. Examine as suas 'tradições' hoje sob essa luz e veja para onde elas o conduzem.
O contexto no qual Cristo pronunciou as palavras da passagem acima foi uma discussão com os escribas e fariseus quanto ao facto de os Seus discípulos deixarem de observar a tradição de lavar as mãos antes das refeições. Jesus rebateu essa crítica, apontando a prática deles de permitir que um filho violasse o espírito do quinto mandamento, negando auxílio a um pai necessitado sob a alegação de que os seus bens eram corban (dedicados a Deus): "Porque transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?" Mateus 15:3.
O Dr. Hany Emerson Fosdick, durante muito tempo pastor da igreja de Riverside na cidade de Nova Iorque, relatou certa vez uma história que ilustra como as tradições podem desencaminhar as pessoas. Durante gerações, os membros de certa igreja luterana da Dinamarca dobravam os joelhos sempre que passavam por um determinado lugar na sua catedral. Se alguém lhes perguntasse o motivo dessa prática, eles não tinham explicação melhor a dar senão a de que era 'tradição'.
Finalmente, no início do século XIX, as paredes da igreja foram lixadas como preparação para uma nova pintura e desvendou-se o mistério: descobriu-se uma pintura da Virgem Maria. Está a compreender, antes de a Dinamarca se converter ao luteranismo, a igreja tinha sido uma catedral católica romana, e as pessoas tinham o hábito de curvar-se diante do quadro de Nossa Senhora. Durante mais de 300 anos, aqueles protestantes tinham estado a observar uma tradição contrária aos ensinos dos Dez Mandamentos (ver Êxodo 20:4 e 5).
Mas voltemos ao nosso texto. Não existe nada de intrinsecamente errado na 'tradição' de lavar as mãos antes das refeições. Com efeito, à luz do conhecimento científico moderno, é uma prática excelente. Jesus estava a falar de tradições que afastam alguém da Palavra de Deus. Aqui é necessário haver discriminação. Uma tradição é má se for incoerente com a vontade claramente revelada de Deus. Examine as suas 'tradições' hoje sob essa luz e veja para onde elas o conduzem.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
COLABORAÇÃO
Um ao outro ajudou, e ao seu próximo disse: Sê forte. Assim o artífice anima ao ourives, e o que alisa com o martelo ao que bate na bigorna, dizendo da soldadura: Está bem feita. Isaías 41:6 e 7
As formigas tecelãs do Sul da Ásia constroem os seus ninhos de um modo muitíssimo engenhoso. Uma coluna desses insectos forma-se sobre uma das margens de uma folha, ficando sobre ela com as patas traseiras enquanto puxam outra folha com as patas dianteiras. Com um invejável trabalho de equipa, encostam as duas margens das folhas. Entretanto, outro grupo de formigas prepara-se na parte debaixo das folhas. Cada uma destas últimas formigas segura nas pinças uma larva viva, que no momento certo tece um fio e o prende às duas folhas, unindo-as firmemente. Continuando dessa maneira, as formigas trabalham juntas até concluir o ninho.
Outro exemplo notável de cooperação é o que se observa entre a formiga 'pseudomyrmus' e um tipo de árvore de acácia que existe na América Central. Essa árvore é coberta de espinhos que crescem aos pares como os chifres de um touro. Perto da ponta de um dos 'chifres' há um buraquinho que serve de entrada para o interior do espinho, onde vive a colónia das formigas.
Como retribuição pelo abrigo, as formigas protegem a árvore da acácia das formigas cortadoras. Estas podem rapidamente acabar com as folhas de uma árvore desprotegida. A árvore da acácia, por sua vez, oferece às formigas "pseudomyrmus" um doce néctar do qual elas se alimentam.
A Natureza apresenta muitos outros exemplos interessantes de simbiose, e em alguns desses casos a cooperação é absolutamente essencial à vida. No reino espiritual, entretanto, Deus, que é infinitamente poderoso, não 'necessita' da nossa colaboração na obra de salvar pecadores. Nas palavras de João Milton: "Deus não precisa nem das obras nem das dádivas dos homens".
Deus poderia completar a Sua obra de modo muito mais rápido e eficaz através do ministério dos anjos, mas na Sua infinita sabedoria, e para o nosso bem, o nosso Senhor convida-nos a colaborar com Ele e uns com os outros. Ao procedermos assim, encorajamo-nos mutuamente como o fizeram as pessoas mencionadas no versículo para a meditação de hoje.
As formigas tecelãs do Sul da Ásia constroem os seus ninhos de um modo muitíssimo engenhoso. Uma coluna desses insectos forma-se sobre uma das margens de uma folha, ficando sobre ela com as patas traseiras enquanto puxam outra folha com as patas dianteiras. Com um invejável trabalho de equipa, encostam as duas margens das folhas. Entretanto, outro grupo de formigas prepara-se na parte debaixo das folhas. Cada uma destas últimas formigas segura nas pinças uma larva viva, que no momento certo tece um fio e o prende às duas folhas, unindo-as firmemente. Continuando dessa maneira, as formigas trabalham juntas até concluir o ninho.
Outro exemplo notável de cooperação é o que se observa entre a formiga 'pseudomyrmus' e um tipo de árvore de acácia que existe na América Central. Essa árvore é coberta de espinhos que crescem aos pares como os chifres de um touro. Perto da ponta de um dos 'chifres' há um buraquinho que serve de entrada para o interior do espinho, onde vive a colónia das formigas.
Como retribuição pelo abrigo, as formigas protegem a árvore da acácia das formigas cortadoras. Estas podem rapidamente acabar com as folhas de uma árvore desprotegida. A árvore da acácia, por sua vez, oferece às formigas "pseudomyrmus" um doce néctar do qual elas se alimentam.
A Natureza apresenta muitos outros exemplos interessantes de simbiose, e em alguns desses casos a cooperação é absolutamente essencial à vida. No reino espiritual, entretanto, Deus, que é infinitamente poderoso, não 'necessita' da nossa colaboração na obra de salvar pecadores. Nas palavras de João Milton: "Deus não precisa nem das obras nem das dádivas dos homens".
Deus poderia completar a Sua obra de modo muito mais rápido e eficaz através do ministério dos anjos, mas na Sua infinita sabedoria, e para o nosso bem, o nosso Senhor convida-nos a colaborar com Ele e uns com os outros. Ao procedermos assim, encorajamo-nos mutuamente como o fizeram as pessoas mencionadas no versículo para a meditação de hoje.
domingo, 24 de junho de 2012
A CRUZ VERMELHA
Celebraremos com júbilo a tua vitória, e em nome do nosso Deus hastearemos pendões. Salmo 20:5
Na sua história da Guerra dos Bôeres, Arthur Conan Doyle conta como um pequeno contingente de soldados britânicos foi surpreendido por uma força inimiga duas vezes mais forte. Os britânicos que já tinham sido feridos no combate estavam expostos; encontravam-se numa situação desesperadora.
Um cabo britânico da infantaria montada entendeu que, a menos que se fizesse algo, em pouco tempo os indefesos homens seriam exterminados como gado.
Ele pegou num travesseiro e, com o seu próprio sangue e o de um outro soldado, pintou sobre ele uma cruz. Hasteou-o como se fosse uma bandeira à vista dos Bôeres. O inimigo respeitou a 'cruz vermelha' e cessou o bombardeio, salvando a vida de muitos dos feridos.
Os antigos israelitas tinham seis cidades de refúgio, onde alguém que involuntariamente tivesse matado uma pessoa poderia esconder-se de um parente vingativo. Essas cidades estavam localizadas estrategicamente, para que nenhum israelita morasse a mais de 50 quilómetros de uma. Um fugitivo que reivindicasse a protecção de uma dessas cidades, podia contar com um julgamento justo e, se fosse considerado inocente, poderia permanecer na cidade até à morte do sumo sacerdote.
Essas antigas cidades de refúgio tipificavam Cristo; pois Cristo, que é Deus, "é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações". Salmo 46:1. Jesus protege-nos quando recorremos a Ele com fé. Salomão estava a referir-se provavelmente a esse simbolismo quando disse: "Torre forte é o nome do Senhor, à qual o justo se acolhe e está seguro." Provérbios 18:10.
Quando pecamos, nos arrependemos e procuramos refúgio em Cristo, Ele defende-nos dos ataques de Satanás, nosso inimigo. Isso foi exemplificado quando "o anjo do Senhor" defendeu Josué, o sumo sacerdote, das acusações do arquienganador (ver Zacarias 3:1-7). Mas Cristo ainda faz mais; Ele também nos dá o "escudo da fé" com o qual podemos "apagar todos os dardos inflamados do maligno". Efésios 6:16. É só sob a Sua ensanguentada cruz que podemos encontrar refúgio seguro contra o inimigo das almas.
Na sua história da Guerra dos Bôeres, Arthur Conan Doyle conta como um pequeno contingente de soldados britânicos foi surpreendido por uma força inimiga duas vezes mais forte. Os britânicos que já tinham sido feridos no combate estavam expostos; encontravam-se numa situação desesperadora.
Um cabo britânico da infantaria montada entendeu que, a menos que se fizesse algo, em pouco tempo os indefesos homens seriam exterminados como gado.
Ele pegou num travesseiro e, com o seu próprio sangue e o de um outro soldado, pintou sobre ele uma cruz. Hasteou-o como se fosse uma bandeira à vista dos Bôeres. O inimigo respeitou a 'cruz vermelha' e cessou o bombardeio, salvando a vida de muitos dos feridos.
Os antigos israelitas tinham seis cidades de refúgio, onde alguém que involuntariamente tivesse matado uma pessoa poderia esconder-se de um parente vingativo. Essas cidades estavam localizadas estrategicamente, para que nenhum israelita morasse a mais de 50 quilómetros de uma. Um fugitivo que reivindicasse a protecção de uma dessas cidades, podia contar com um julgamento justo e, se fosse considerado inocente, poderia permanecer na cidade até à morte do sumo sacerdote.
Essas antigas cidades de refúgio tipificavam Cristo; pois Cristo, que é Deus, "é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações". Salmo 46:1. Jesus protege-nos quando recorremos a Ele com fé. Salomão estava a referir-se provavelmente a esse simbolismo quando disse: "Torre forte é o nome do Senhor, à qual o justo se acolhe e está seguro." Provérbios 18:10.
Quando pecamos, nos arrependemos e procuramos refúgio em Cristo, Ele defende-nos dos ataques de Satanás, nosso inimigo. Isso foi exemplificado quando "o anjo do Senhor" defendeu Josué, o sumo sacerdote, das acusações do arquienganador (ver Zacarias 3:1-7). Mas Cristo ainda faz mais; Ele também nos dá o "escudo da fé" com o qual podemos "apagar todos os dardos inflamados do maligno". Efésios 6:16. É só sob a Sua ensanguentada cruz que podemos encontrar refúgio seguro contra o inimigo das almas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)