Então Ele... disse (a Paulo): a Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. 2 Coríntios 12:9
Em Setembro de 1858, Henry Fawcett, um rapaz inglês de 20 anos, ficou cego de ambos os olhos quando o seu pai, acidentalmente, disparou a espingarda enquanto caçavam.
Antes da tragédia, Henry era um rapaz inteligente, ambicioso e com um grande futuro diante de si. Depois do acidente, encheu-se de desespero. Mas houve uma coisa que o salvou. Amava profundamente o seu pai e sabia que este ficara quase louco por causa do que acontecera ao filho. A única forma que Henry encontrou de preservar a sanidade mental do pai foi optar por esperança em vez de desespero. Fingia estar alegre, quando na realidade não estava. Fingia ter interesse na vida, quando na verdade queria era desistir de tudo. Quando o desespero lhe oprimia o coração, Henry fazia de conta que tinha esperança de ainda poder ser um cidadão útil.
Então aconteceu algo estranho. O fingimento tornou-se realidade! Foi como se, por um acto da vontade, Henry tivesse exorcizado um espírito mau. Prosseguiu a carreira que tinha escolhido, foi eleito para o Parlamento e mais tarde, a pedido do primeiro-ministro Gladstone, foi encarregado da chefia do sistema postal e telegráfico britânico. Nesse cargo, Henry foi o responsável por significativos melhoramentos no serviço postal e telegráfico do seu país.
Nos versículos que precedem o texto para a meditação de hoje, o apóstolo Paulo fala de "um espinho na carne". 2 Coríntios 12:7. Ele não conta que espinho era esse, mas os estudiosos da Bíblia têm concluído que tinha a ver com o seu sentido da visão porque numa outra passagem ele diz: "Se possível fora, teríeis arrancado os vossos próprios olhos para mos dar" e mais adiante, na mesma epístola, diz: "vede com que letras grandes vos escrevi do meu próprio punho." Gálatas 4:15 e 6:11.
Talvez seja bom não sabermos qual era o espinho na carne de Paulo, pois há tragédias ainda piores do que a perda da visão - como ficar tetraplégico, por exemplo. Mas é maravilhoso o facto de que, ao assumirmos uma atitude positiva, a graça de Deus poder capacitar-nos a triunfar sobre a tragédia.
O autor, Donald E. Mansell nasceu no Brasil, filho de missionários. Aos 7 anos de idade a família mudou-se para a Madeira e depois Açores. Mais tarde, a caminho de Moçambique e ao fazerem escala em Manila, pouco depois do ataque a Pearl Harbor, foram feitos prisioneiros pelos japoneses tendo estado em diferentes lugares da ilha de Luzon até serem libertos em 1945. Fez Licenciatura e Mestrado em Teologia nos EUA. Foi Pastor, Professor, Redactor. Livro editado pela Publicadora Atlântico em 1999.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
MORS SOLA
Não mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem. S. Mateus 19:6.
Nesta primavera, enquanto escrevo, num arbusto junto à janela da sala de jantar, em nossa casa, um casal de pássaros construiu um ninho. De dentro de casa acompanhamos as actividades do macho e da fêmea, primeiramente construindo um abrigo para depositarem os ovos, e depois criando os seus filhotes. Quando nos aproximamos, percebemos a irritação da mãe e a sua disposição de sacrificar até a própria vida em defesa do ninho e da sua prole. Estamos nós, igualmente, dispostos a defender a Instituição da Família, criada no Éden por Deus, com a mesma determinação?
A data que hoje transcorre, - 3 de Fevereiro - tem para minha esposa e eu um significado especial. Neste dia de 1990, celebramos 42 anos de experiência conjugal. E somos imensamente gratos a Deus pela Instituição da Família e pelas lutas e triunfos alcançados durante estes anos. Quantas coisas aprendemos um do outro ao longo deste período! Um tímido afecto inicial, com o transcurso do tempo transformou-se num sólido relacionamento de amor.
Guardo ainda vívida na memória a lembrança do momento quando, vivendo grandes emoções, comparecemos diante do altar para receber a bênção divina sobre a nossa união. Assumíamos, então, diante de Deus e de muitas testemunhas, a solene decisão de palmilhar juntos a acidentada estrada da vida, partilhando nossos sonhos e aspirações. Tudo o que pertencia à minha esposa passou a pertencer-me também, e vice-versa. Até os anseios do seu coração passaram a ser meus também. E nestes 42 anos de convivência matrimonial, temos desfrutado uma felicidade irradiante, que afecta cada aspecto da nossa vida.
Enquanto ministrava a cerimónia do nosso matrimónio, disse o ministro oficiante: "Não penseis, nesta hora de sonhos e encantos, somente nas alegrias e ilusões da vida que hoje juntos iniciais; pensai também nas lutas, deveres e responsabilidades, que implica a experiência matrimonial. Crede, porém, que Deus vosso Pai vos ajudará, para que sejais vitoriosos em tudo." Foram tão certas, as palavras do pastor! "Lutas, deveres e responsabilidades," mas o Senhor esteve connosco durante estes quantenta e dois anos.
Quando João Vasa foi condenado à prisão perpétua pelo rei da Suécia, a sua esposa rogou ao rei que a deixasse partilhar com o esposo a sua sorte. "Impossível", disse-lhe o rei. Então, a valorosa esposa tirou do dedo a aliança e mostrou ao rei as palavras gravadas: Mors Sola - unicamente a morte. Tocado por tal lealdade, o rei permitiu-lhe que acompanhasse o esposo no seu infortúnio.
Mors Sola, eis o lema que deveria inspirar-nos na preservação dos vínculos indissolúveis do casamento.
Enoch de Oliveira in Cada Dia com Deus
Nesta primavera, enquanto escrevo, num arbusto junto à janela da sala de jantar, em nossa casa, um casal de pássaros construiu um ninho. De dentro de casa acompanhamos as actividades do macho e da fêmea, primeiramente construindo um abrigo para depositarem os ovos, e depois criando os seus filhotes. Quando nos aproximamos, percebemos a irritação da mãe e a sua disposição de sacrificar até a própria vida em defesa do ninho e da sua prole. Estamos nós, igualmente, dispostos a defender a Instituição da Família, criada no Éden por Deus, com a mesma determinação?
A data que hoje transcorre, - 3 de Fevereiro - tem para minha esposa e eu um significado especial. Neste dia de 1990, celebramos 42 anos de experiência conjugal. E somos imensamente gratos a Deus pela Instituição da Família e pelas lutas e triunfos alcançados durante estes anos. Quantas coisas aprendemos um do outro ao longo deste período! Um tímido afecto inicial, com o transcurso do tempo transformou-se num sólido relacionamento de amor.
Guardo ainda vívida na memória a lembrança do momento quando, vivendo grandes emoções, comparecemos diante do altar para receber a bênção divina sobre a nossa união. Assumíamos, então, diante de Deus e de muitas testemunhas, a solene decisão de palmilhar juntos a acidentada estrada da vida, partilhando nossos sonhos e aspirações. Tudo o que pertencia à minha esposa passou a pertencer-me também, e vice-versa. Até os anseios do seu coração passaram a ser meus também. E nestes 42 anos de convivência matrimonial, temos desfrutado uma felicidade irradiante, que afecta cada aspecto da nossa vida.
Enquanto ministrava a cerimónia do nosso matrimónio, disse o ministro oficiante: "Não penseis, nesta hora de sonhos e encantos, somente nas alegrias e ilusões da vida que hoje juntos iniciais; pensai também nas lutas, deveres e responsabilidades, que implica a experiência matrimonial. Crede, porém, que Deus vosso Pai vos ajudará, para que sejais vitoriosos em tudo." Foram tão certas, as palavras do pastor! "Lutas, deveres e responsabilidades," mas o Senhor esteve connosco durante estes quantenta e dois anos.
Quando João Vasa foi condenado à prisão perpétua pelo rei da Suécia, a sua esposa rogou ao rei que a deixasse partilhar com o esposo a sua sorte. "Impossível", disse-lhe o rei. Então, a valorosa esposa tirou do dedo a aliança e mostrou ao rei as palavras gravadas: Mors Sola - unicamente a morte. Tocado por tal lealdade, o rei permitiu-lhe que acompanhasse o esposo no seu infortúnio.
Mors Sola, eis o lema que deveria inspirar-nos na preservação dos vínculos indissolúveis do casamento.
Enoch de Oliveira in Cada Dia com Deus
domingo, 5 de agosto de 2012
CONTA AS BÊNÇÃOS
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda a sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo. Efésios 1:3.
Alguém já lhe disse, com entusiasmo, a frase: "Conte as suas bençãos"? As pessoas que o fazem querem ajudar, mas é preciso admitir que às vezes, quando me dizem isso, a mim, me é difícil seguir o conselho. Talvez você já tenha tido a mesma experiência. Só que, como sabe, há um modo diferente de encarar as coisas.
O nosso versículo fala de 'bençãos espirituais' (não materiais), e é com elas que Deus garante ter-nos abençoado. Assim, embora seja agradável desfrutar bençãos materiais, é muito mais importante reconhecer e contar as nossas bençãos espirituais.
Outro dia, eu estava a consertar qualquer coisa com a minha mulher, quando um pequeno mas importante parafuso me escorregou da mão e caiu. Como a cor do parafuso era muito parecido com a da carpete, não consegui encontrá-lo. Fiquei frustrado. Então, repentinamente, tive uma ideia brilhante. Procurei um íman, passei-o sobre a carpete e em pouco tempo encontrei o tal parafuso.
Da próxima vez que eu achar difícil contar as minhas bençãos, vou colocar em acção o meu 'íman espiritual' - "o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Filipenses 2:5), "O qual em troca da alegria que Lhe estava proposta (a sua salvação e a minha), suportou a cruz". Hebreus 12:2. Já imaginou alguém encontrar alegria numa cruz? Jesus encontrou, porque estava a olhar adiante dela - para si e para mim.
A falta de bençãos materiais pode cegar-nos para as espirituais que estão diante de nós. É desnecessario dizer que a "'disciplina', com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria". Mas nunca nos esqueçamos de que "depois... produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça". Hebreus 12:11.
Assim, aprenda a olhar além do presente imediato e procure ver as bençãos espirituais que seguramente virão, se aceitar, com o devido espírito, a aparente ausência de bençãos no momento.
Alguém já lhe disse, com entusiasmo, a frase: "Conte as suas bençãos"? As pessoas que o fazem querem ajudar, mas é preciso admitir que às vezes, quando me dizem isso, a mim, me é difícil seguir o conselho. Talvez você já tenha tido a mesma experiência. Só que, como sabe, há um modo diferente de encarar as coisas.
O nosso versículo fala de 'bençãos espirituais' (não materiais), e é com elas que Deus garante ter-nos abençoado. Assim, embora seja agradável desfrutar bençãos materiais, é muito mais importante reconhecer e contar as nossas bençãos espirituais.
Outro dia, eu estava a consertar qualquer coisa com a minha mulher, quando um pequeno mas importante parafuso me escorregou da mão e caiu. Como a cor do parafuso era muito parecido com a da carpete, não consegui encontrá-lo. Fiquei frustrado. Então, repentinamente, tive uma ideia brilhante. Procurei um íman, passei-o sobre a carpete e em pouco tempo encontrei o tal parafuso.
Da próxima vez que eu achar difícil contar as minhas bençãos, vou colocar em acção o meu 'íman espiritual' - "o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Filipenses 2:5), "O qual em troca da alegria que Lhe estava proposta (a sua salvação e a minha), suportou a cruz". Hebreus 12:2. Já imaginou alguém encontrar alegria numa cruz? Jesus encontrou, porque estava a olhar adiante dela - para si e para mim.
A falta de bençãos materiais pode cegar-nos para as espirituais que estão diante de nós. É desnecessario dizer que a "'disciplina', com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria". Mas nunca nos esqueçamos de que "depois... produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça". Hebreus 12:11.
Assim, aprenda a olhar além do presente imediato e procure ver as bençãos espirituais que seguramente virão, se aceitar, com o devido espírito, a aparente ausência de bençãos no momento.
sábado, 4 de agosto de 2012
LÁGRIMAS
Jesus chorou. João 11:35
Este é o versículo mais curto da Bíblia, mas que nos dá um vislumbre da humanidade do nosso Salvador!
Recentemente li um artigo que demonstrava que as análises químicas das lágrimas têm revelado que elas contêm pequeninas quantidades de produtos rejeitados pelo cérebro. Crê-se que esses produtos resultam de certos estados emocionais: raiva, medo, choque resultante de tristeza repentina, um lindo casamento e assim por diante.
O Dr. Sandor Feldman, professor-associado de psiquiatria da Universidade de Rochester, concluiu baseado num estudo recente que fez sobre as lágrimas, que ninguém chora de alegria pura - atrás das supostas lágrimas de alegria, há sempre um elemento oculto de tristeza.
Os soldados, ou pelo menos os oficiais comandantes, não devem chorar. É o que se espera deles. Mas no seu livro They Fought Alone (Eles Lutaram Sozinhos), o autor John Keats conta como o Coronel Wendell W. Fertig, lider das forças aliadas da Resistência na ilha de Mindanau, nas Filipinas, começou a chorar repentinamente quando o seu barco se aproximou da praia em Tangub e ouviu as pessoas cantar "Além do Arco-Íris", uma canção popular na altura. A canção, de alguma forma, fez com que ele se lembrasse da sua esposa e filhos dos quais estava separado desde que eles tinham sido mandados de volta para a América antes da eclosão da guerra.
Algumas pessoas parecem incapazes de chorar - o meu pai e a minha mulher, por exemplo. Uma vez vi o meu pai chorar, mas só por alguns segundos. Foi quando a minha irmã mais nova faleceu. No funeral, dirigido por ele, o meu pai permaneceu completamente estóico e de olhos secos. Eu nunca vi a minha mulher chorar, mas esta manhã, enquanto discutia o texto de hoje com ela, fiquei a saber pela primeira vez que ela chora ocasionalmente, sim - em particular, quando está a ler uma história que a emociona, por exemplo. Em geral, quando começamos a envelhecer, parece que temos menos controlo sobre as nossas lágrimas.
Fico contente por Jesus ter chorado. Não posso deixar de crer que, após o juízo final, quando os perdidos forem postos no lago de fogo, Deus chorará, pois não tem prazer na morte do ímpio (Ezequiel 33:11). A Bíblia declara que, quando o reino do pecado se acabar, Deus enxugará dos olhos toda a lágrima (Apocalipse 21:4) - inclusive as d'Ele, estou certo.
Pode ouvir a canção Além do Arco-Íris nos Links 7M
Este é o versículo mais curto da Bíblia, mas que nos dá um vislumbre da humanidade do nosso Salvador!
Recentemente li um artigo que demonstrava que as análises químicas das lágrimas têm revelado que elas contêm pequeninas quantidades de produtos rejeitados pelo cérebro. Crê-se que esses produtos resultam de certos estados emocionais: raiva, medo, choque resultante de tristeza repentina, um lindo casamento e assim por diante.
O Dr. Sandor Feldman, professor-associado de psiquiatria da Universidade de Rochester, concluiu baseado num estudo recente que fez sobre as lágrimas, que ninguém chora de alegria pura - atrás das supostas lágrimas de alegria, há sempre um elemento oculto de tristeza.
Os soldados, ou pelo menos os oficiais comandantes, não devem chorar. É o que se espera deles. Mas no seu livro They Fought Alone (Eles Lutaram Sozinhos), o autor John Keats conta como o Coronel Wendell W. Fertig, lider das forças aliadas da Resistência na ilha de Mindanau, nas Filipinas, começou a chorar repentinamente quando o seu barco se aproximou da praia em Tangub e ouviu as pessoas cantar "Além do Arco-Íris", uma canção popular na altura. A canção, de alguma forma, fez com que ele se lembrasse da sua esposa e filhos dos quais estava separado desde que eles tinham sido mandados de volta para a América antes da eclosão da guerra.
Algumas pessoas parecem incapazes de chorar - o meu pai e a minha mulher, por exemplo. Uma vez vi o meu pai chorar, mas só por alguns segundos. Foi quando a minha irmã mais nova faleceu. No funeral, dirigido por ele, o meu pai permaneceu completamente estóico e de olhos secos. Eu nunca vi a minha mulher chorar, mas esta manhã, enquanto discutia o texto de hoje com ela, fiquei a saber pela primeira vez que ela chora ocasionalmente, sim - em particular, quando está a ler uma história que a emociona, por exemplo. Em geral, quando começamos a envelhecer, parece que temos menos controlo sobre as nossas lágrimas.
Fico contente por Jesus ter chorado. Não posso deixar de crer que, após o juízo final, quando os perdidos forem postos no lago de fogo, Deus chorará, pois não tem prazer na morte do ímpio (Ezequiel 33:11). A Bíblia declara que, quando o reino do pecado se acabar, Deus enxugará dos olhos toda a lágrima (Apocalipse 21:4) - inclusive as d'Ele, estou certo.
Pode ouvir a canção Além do Arco-Íris nos Links 7M
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
LIBERDADE DA PRISÃO ESPIRITUAL
Estava... preso e fostes ver-me. ...Em verdade vos afirmo que sempre que o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes. Mateus 25:36 e 40.
No seu livro Just for Today (Por Hoje Só), James Keller conta como numa tarde de Janeiro de 1951, Sakuichi Yamada, uma rapariguinha japonesa cristã, se aproximou do superintendente da penitenciária numa pequena cidade do Japão. Entregou-lhe um pacotinho que trazia o endereço dela como remetente, e pediu que ele o entregasse a um certo criminoso condenado. Depois saiu em silêncio.
O pacote continha livros cristãos e uma confortadora carta dela. A carta concluía com estas palavras: "Aos olhos de Deus, um criminoso é Seu filho." E a assinatura era, simplesmente: "Uma estudante." O superintendente da prisão entregou o pacote a um assassino que tinha sido condenado à morte por ter eliminado uma família de três pessoas. Quando o sentenciado leu os livros e a carta, ficou profundamente emocionado e escreveu a Yamada. Confessou-se como sendo um criminoso endurecido e reconheceu que tinha medo de morrer, mas que desde a leitura dos livros e da carta o seu receio tinha diminuído notavelmente.
Concluiu a carta dizendo: "Quão grande é a misericórdia de Deus para comigo, este pecador. ... Que Deus a abençoe."
Posso sentir pelo menos um certo grau de empatia para com esse presidiário no corredor da morte, pois passei 37 meses como prisioneiro, enfrentando a possibilidade de ser morto. Durante aqueles três anos, a nossa família não recebeu nenhuma correspondência com excepção de uma carta do meu tio Ira. Chegou às nossas mãos mais de um ano depois de ter sido posta no correio. Ainda guardo aquela carta. Que consolo saber que não tínhamos sido esquecidos, que alguém se preocupava connosco!
Ser privado da liberdade é muito mau, mas estar encarcerado na prisão do pecado é ainda pior. Foi especialmente para esses encarcerados que Jesus dirigiu as palavras do primeiro sermão que pregou: "O Espírito do Senhor ... Me ungiu para... proclamar liberdade aos cativos." Lucas 4:18.
Se o Espírito Santo o impressionasse a seguir o exemplo de Yamada, obedeceria?
No seu livro Just for Today (Por Hoje Só), James Keller conta como numa tarde de Janeiro de 1951, Sakuichi Yamada, uma rapariguinha japonesa cristã, se aproximou do superintendente da penitenciária numa pequena cidade do Japão. Entregou-lhe um pacotinho que trazia o endereço dela como remetente, e pediu que ele o entregasse a um certo criminoso condenado. Depois saiu em silêncio.
O pacote continha livros cristãos e uma confortadora carta dela. A carta concluía com estas palavras: "Aos olhos de Deus, um criminoso é Seu filho." E a assinatura era, simplesmente: "Uma estudante." O superintendente da prisão entregou o pacote a um assassino que tinha sido condenado à morte por ter eliminado uma família de três pessoas. Quando o sentenciado leu os livros e a carta, ficou profundamente emocionado e escreveu a Yamada. Confessou-se como sendo um criminoso endurecido e reconheceu que tinha medo de morrer, mas que desde a leitura dos livros e da carta o seu receio tinha diminuído notavelmente.
Concluiu a carta dizendo: "Quão grande é a misericórdia de Deus para comigo, este pecador. ... Que Deus a abençoe."
Posso sentir pelo menos um certo grau de empatia para com esse presidiário no corredor da morte, pois passei 37 meses como prisioneiro, enfrentando a possibilidade de ser morto. Durante aqueles três anos, a nossa família não recebeu nenhuma correspondência com excepção de uma carta do meu tio Ira. Chegou às nossas mãos mais de um ano depois de ter sido posta no correio. Ainda guardo aquela carta. Que consolo saber que não tínhamos sido esquecidos, que alguém se preocupava connosco!
Ser privado da liberdade é muito mau, mas estar encarcerado na prisão do pecado é ainda pior. Foi especialmente para esses encarcerados que Jesus dirigiu as palavras do primeiro sermão que pregou: "O Espírito do Senhor ... Me ungiu para... proclamar liberdade aos cativos." Lucas 4:18.
Se o Espírito Santo o impressionasse a seguir o exemplo de Yamada, obedeceria?
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
ELE PODE SALVAR
Por isso também (Cristo) pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Hebreus 7:25.
Abraão é considerado o pai dos fiéis (ver Gálatas 3:7-9), não porque nunca tenha duvidado das promessas de Deus, mas porque venceu as suas dúvidas e atingiu o ponto em que "não duvidou da promessa de Deus por incredulidade; mas, pela fé, fortaleceu-se... estando plenamente convicto de que Ele era poderoso para cumprir o que prometera". Romanos 4:20 e 21.
Já foi tentado a pensar que Deus foi capaz de cumprir as Suas promessas a Abraão e a outros homens de valor da antiguidade, mas por alguma razão não pode ou não deseja cumpri-las para com os Seus filhos na época actual - para si, por exemplo?
Quando um amigo meu se levantou, certa manhã, descobriu uma pequena placa que a mulher tinha colocado sobre a escrivaninha. Nela estavam escritas estas palavras: "Ele pode." Só duas palavras, mas muito encorajadoras! As palavras, tiradas do nosso versículo, garantem que Deus pode (tempo presente) ajudar-nos. Ele ajudou o Seu povo no passado e pode ajudar-nos agora!
O meu amigo conservou aquela plaquinha na sua mesa de trabalho para recordar que Deus mantém a Sua palavra. Precisamos de imprimir indelevelmente as promessas de Deus na nossa mente e lembrar-nos sempre de que "Deus é... socorro bem presente". Salmo 46:1 - (Itálico acrescentado).
Socorro bem presente não significa que discerniremos sempre imediatamente o cumprimento das promessas de Deus. Significa, sim, que logo que apresentemos as nossas necessidades e reivindiquemos uma promessa que Ele fez, Deus começa a moldar as circunstâncias no sentido de cumprir aquela promessa. Na verdade, antes mesmo que peçamos, Ele com a Sua presciência já começou a agir em nosso favor (Isaías 65:24).
Só nós mesmos podemos frustrar o cumprimento das promessas de Deus, abandonando a fé ou seguindo o nosso próprio caminho egoísta. Quando as nossas orações não são atendidas, devemos esperar com paciência, sabendo que Ele manterá a Sua palavra. Mas isso acontecerá segundo o Seu bom caminho e no tempo certo.
Quão gratos podemos ser porque "o nosso Deus, a quem servimos, ... nos livrará". Daniel 3:17.
Abraão é considerado o pai dos fiéis (ver Gálatas 3:7-9), não porque nunca tenha duvidado das promessas de Deus, mas porque venceu as suas dúvidas e atingiu o ponto em que "não duvidou da promessa de Deus por incredulidade; mas, pela fé, fortaleceu-se... estando plenamente convicto de que Ele era poderoso para cumprir o que prometera". Romanos 4:20 e 21.
Já foi tentado a pensar que Deus foi capaz de cumprir as Suas promessas a Abraão e a outros homens de valor da antiguidade, mas por alguma razão não pode ou não deseja cumpri-las para com os Seus filhos na época actual - para si, por exemplo?
Quando um amigo meu se levantou, certa manhã, descobriu uma pequena placa que a mulher tinha colocado sobre a escrivaninha. Nela estavam escritas estas palavras: "Ele pode." Só duas palavras, mas muito encorajadoras! As palavras, tiradas do nosso versículo, garantem que Deus pode (tempo presente) ajudar-nos. Ele ajudou o Seu povo no passado e pode ajudar-nos agora!
O meu amigo conservou aquela plaquinha na sua mesa de trabalho para recordar que Deus mantém a Sua palavra. Precisamos de imprimir indelevelmente as promessas de Deus na nossa mente e lembrar-nos sempre de que "Deus é... socorro bem presente". Salmo 46:1 - (Itálico acrescentado).
Socorro bem presente não significa que discerniremos sempre imediatamente o cumprimento das promessas de Deus. Significa, sim, que logo que apresentemos as nossas necessidades e reivindiquemos uma promessa que Ele fez, Deus começa a moldar as circunstâncias no sentido de cumprir aquela promessa. Na verdade, antes mesmo que peçamos, Ele com a Sua presciência já começou a agir em nosso favor (Isaías 65:24).
Só nós mesmos podemos frustrar o cumprimento das promessas de Deus, abandonando a fé ou seguindo o nosso próprio caminho egoísta. Quando as nossas orações não são atendidas, devemos esperar com paciência, sabendo que Ele manterá a Sua palavra. Mas isso acontecerá segundo o Seu bom caminho e no tempo certo.
Quão gratos podemos ser porque "o nosso Deus, a quem servimos, ... nos livrará". Daniel 3:17.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE
Naquele dia o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o restante do Seu povo, que for deixado. Isaías 11:11
Na batalha de Bunker Hill, travada no dia 17 de Junho de 1775, as forças sob o comando do Coronel William Prescott revelaram grande bravura diante dos soldados britânicos. Assim, quando Prescott ordenou que os seus homens oontinuassem a lutar até se ver o branco dos seus olhos, muitos foram obedientes até à morte. Mas nem todos os americanos tiveram tanta coragem naquele dia. Depois da batalha, o Capitão John Callender, da milícia de Massachusetts, foi acusado de "covardia diante do inimigo".
Depois de George Washington ter assumido o comando do Exército Continental em Cambridge, Estado de Massachusetts, no dia 3 de Junho de 1775, um dos seus primeiros actos foi enviar o Capitão Callender à corte marcial. No fim daquela desagradável circunstância, Callender foi expulso do exército, passando par uma grande vergonha.
Mas não acabou aqui a história. Callender alistou-se novamente como soldado raso e, um ano mais tarde, durante a perigosa retirada de Washington após a Batalha de Long Island, demonstrou uma coragem tal que o General revogou publicamente a sentença e restituiu-lhe a posição de oficial no seu exército.
Quando deixamos de corresponder às expectativas do Divino Comandante na batalha contra as forças do mal, podemos dar graças porque Ele não nos rejeita. Embora Jesus não possa permitir "covardia diante do inimigo", Ele conserva a esperança. Se humildemente reconhecermos a responsabilidade pelos nossos erros, aceitando uma posição inferior se necessário, Ele perdoa-nos e aceita-nos de novo no Seu exército.
O nosso versículo para meditação refere-se à experiência do povo escolhido de Deus nos tempos do Antigo Testamento. Depois de vergonhosos episódios e apostasia precedidos de advertências, Deus finalmente permitiu que o Seu povo fosse levado cativo para a Babilónia.
Durante os 70 anos seguintes, o povo judeu parecia abandonado. Na realidade, porém, Deus estava simplesmente a permitir que a experiência amarga mostrasse ao povo a insensatez dos seus próprios caminhos.
No meio das dolorosas consequências dos nossos erros, é nosso privilégio atender ao chamado de Deus e renovar a nossa fidelidade para com Ele.
Na batalha de Bunker Hill, travada no dia 17 de Junho de 1775, as forças sob o comando do Coronel William Prescott revelaram grande bravura diante dos soldados britânicos. Assim, quando Prescott ordenou que os seus homens oontinuassem a lutar até se ver o branco dos seus olhos, muitos foram obedientes até à morte. Mas nem todos os americanos tiveram tanta coragem naquele dia. Depois da batalha, o Capitão John Callender, da milícia de Massachusetts, foi acusado de "covardia diante do inimigo".
Depois de George Washington ter assumido o comando do Exército Continental em Cambridge, Estado de Massachusetts, no dia 3 de Junho de 1775, um dos seus primeiros actos foi enviar o Capitão Callender à corte marcial. No fim daquela desagradável circunstância, Callender foi expulso do exército, passando par uma grande vergonha.
Mas não acabou aqui a história. Callender alistou-se novamente como soldado raso e, um ano mais tarde, durante a perigosa retirada de Washington após a Batalha de Long Island, demonstrou uma coragem tal que o General revogou publicamente a sentença e restituiu-lhe a posição de oficial no seu exército.
Quando deixamos de corresponder às expectativas do Divino Comandante na batalha contra as forças do mal, podemos dar graças porque Ele não nos rejeita. Embora Jesus não possa permitir "covardia diante do inimigo", Ele conserva a esperança. Se humildemente reconhecermos a responsabilidade pelos nossos erros, aceitando uma posição inferior se necessário, Ele perdoa-nos e aceita-nos de novo no Seu exército.
O nosso versículo para meditação refere-se à experiência do povo escolhido de Deus nos tempos do Antigo Testamento. Depois de vergonhosos episódios e apostasia precedidos de advertências, Deus finalmente permitiu que o Seu povo fosse levado cativo para a Babilónia.
Durante os 70 anos seguintes, o povo judeu parecia abandonado. Na realidade, porém, Deus estava simplesmente a permitir que a experiência amarga mostrasse ao povo a insensatez dos seus próprios caminhos.
No meio das dolorosas consequências dos nossos erros, é nosso privilégio atender ao chamado de Deus e renovar a nossa fidelidade para com Ele.
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